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ARTIGO

Inevitável

Data: Sexta-feira, 15/07/2016 00:00
Autor(a): Onofre Ribeiro
Sobre Autor(a): É jornalista em Mato Grosso.

Desde que cheguei a Mato Grosso, no distante 25 de agosto de 1976, vindo de Brasília, convivi com a enorme expectativa de futuro que sempre cercou o Estado.

 

Como, aliás, cercou o Centro-Oeste do Brasil, partindo de Brasília.

 

Lá, convivi com o sonho de um Brasil brasileiro nascido na região pra superar o litoral copiado da Europa.

 

A divisão do Estado em 1977, que separou Mato Grosso do Sul, estava dentro desse sonho.

Desde que cheguei a Mato Grosso, no distante 25 de agosto de 1976, vindo de Brasília, convivi com a enorme expectativa de futuro que sempre cercou o Estado

 

Na época, era só sonho louco. Vencemos as adversidades e chegamos aonde chegamos.

          

Relembro sempre: nas minhas viagens de ida e volta de carro a Brasília, antes que minha família se mudasse pra cá, entre Goiânia e Cuiabá, que são 900 km, cruzava com duas carretas, simples caminhões trucks com dois eixos, pra 10 toneladas.

 

Hoje, passam 14 mil carretas de 30 a 50 toneladas, diariamente, entre Cuiabá e Rondonópolis. Em 40 anos, esse salto!  Vamos ao futuro.

 

Dados do confiável  Imea – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária indicam que a atual produção de grãos de 52 milhões/ton será de 88 milhões em 2025, daqui a 10 anos.

 

Aumento de 88%. Assim como as carnes que também aumentarão 88,5%.

          

Outras tendências do mundo, que servem pra contextualizar essa produção frente aos mercados mundiais.

 

A população tende a migrar pras cidades cada vez mais, onde terá renda per mais alta e comprarão mais comida.

 

A tendência será a especialização de regiões do mundo na produção de alimentos.

 

É o caso do Centro-Oeste brasileiro e nele, Mato Grosso. Para isso, a tendência é a de investimentos internacionais crescentes em setores como o da infraestrutura de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias, além de projetos climáticos, economia sustentável de baixo carbono e explorações minerais.

 

Tudo isso num prazo de 10 anos. É muita coisa pra pouco tempo.

          

Ontem, questionei aqui o planejamento governamental pra dar suporte a essa economia nova.

 

Vejo também a necessidade de uma estruturação do governo estadual para esses cenários. O governo não tem técnicos habilitados e tampouco comprometidos nessa direção.

 

É o caso de colocá-los pra estudar. Ou contratar gente mais capaz.

          

O assunto não se esgota aqui, mas fica a advertência.

 

Chances extraordinárias baterão à nossa porta já amanhã.

 

 

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