Portal JNMT
Portal JNMT
ARTIGO

Diálogos familiares inadequados

Data: Quarta-feira, 30/11/2016 00:00
Autor(a): Nestor Fernandes Fidelis
Sobre Autor(a): É advogado 

A maioria das pessoas ainda não se deu conta da repercussão emocional daquilo que falam no seio familiar. São falas inadequadas e que devem ser evitadas:

 

“Sua irmã mais nova tem mais cuidado com as coisas, já você, estraga tudo”.

 

“Respeite, pois seu irmão é mais inteligente que você”.

 

“Você já percebeu que sua tia não gosta de você?”

 

“O filho do vizinho passou direto, mas você não tem jeito mesmo”.

 

“Seu avô prefere seus primos em relação a você”.

 

“Sua irmã é esforçada, já você não acaba nunca o que começa”.

 

“Bem que seu pai dizia que você não daria certo na vida”.

 

“Papai está dando esse presente para você, mas não conte nada para sua irmã, porque ela vai querer e não tenho mais nada para ela”.

 

Você é uma chata, insuportável.Ninguém gosta de você”.

 

“Minha filha, eu sou muito mais ligada a você do que ao seu irmão”.

 

“Para que trabalhar, se podemos resolver as coisas com um jeitinho?”

 

“Sua irmã é problemática, vive nos causando embaraços com esse jeito dela. Ela vive no mundo da lua, mas fica nervosinha com qualquer coisa”.

 

“O seu pai, coitado, não passa de um viciado. A gente sempre tem que consertar as besteiras que ele faz”.

 

“Você é o queridinho da vovó, meu neto preferido”.

 

“Tenho dó de você”.

 

“Religião é para os fracos”.

 

“Qualquer pessoa que chega ao poder se aproveita disso para enriquecer; ou você é bobô?”

 

“Estou torcendo para que sua irmã largue logo desse namorado pobre. Caso se case com ele, prefiro morrer”.

 

“Sua mãe é muito nervosa e não podemos discordar dela, jamais. Melhor deixa-la pensar que aceitamos as coisas erradas que ela faz, caso contrário, ela pode nos deixar”.

 

“Não quero saber dos namoros do seu pai fora do casamento. Melhor fazer de conta que não sabemos do que ficarmos sem ele”.

“Não podemos ser verdadeiros sempre. A sociedade pede que sejamos falsos”.

 

“Eu não gosto quando ele desconta a raiva sobre mim, me batendo violentamente. Mas não vou contar isso para ninguém, pois não quero ficar solteirona, e tenho vergonha”.

 

“Sei que não sou o homem que sua mãe gostaria de ter, mas é preferível eu agir assim e cortar as asas dela para que ela não gaste todo o dinheiro da família”.

 

“Seu pai é muito ciumento, não confia em você, mas eu deixo você se divertir com as suas amigas”.

 

“Perceba com sua mãe é uma preguiçosa, sempre achando um motivo para não fazer o que deve”.

 

“Para o seu pai o trabalho é mais importante do que a família. Por isso, ele fala que não tem tempo”.

 

“O seu irmão caçula é minha preocupação maior”.

 

“Filho, eu sei que foi sem querer que você atirou o telefone celular com toda força contra a parede. É normal ficar nervoso e fazer isso”.

 

“Não me diga que seu irmão usa drogas. Eu fico toda arrepiada só de pensar”.

 

“Você não percebeu que seu primo nem precisa estudar? Ele aprende tudo, é muito inteligente, já você...”

 

Tudo o que se fala em família tem uma repercussão muito maior, principalmente para as crianças, mas também para os adultos, pois neste meio estão presentes as mais importantes pessoas na vida de cada membro.

 

Uma criança, por exemplo, que houve seus pais, tios, ou avós dizerem que ela não será feliz, subconscientemente acaba se programando para boicotar possibilidades de se alcançar a felicidade, sempre se considerando indigna para tanto.

 

Logo, torna-se primordial vigiar o que se fala e, por meio de um processo respeitoso de autoeducação, falar com amorosidade e proatividade sempre, a fim de valorizar e promover a todos, evitando-se, assim, traumas de trabalhosa corrigenda.

 

PUBLICIDADE