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ARTIGO

O que não pode ficar para depois

Data: Segunda-feira, 02/01/2017 00:00
Autor(a): É Professional Coach
Sobre Autor(a): Giovanna Caseli

Quando começamos um novo ciclo, como um ano novo, temos certeza de que faremos algo diferente. Vamos cumprir todas as metas, realizar nossos sonhos. Mas a realidade chega rápido. Mal entramos em fevereiro e já percebemos que “não vai ser tão fácil assim”. O que será que acontece?

Existe sim um contexto sobre o qual não temos gerência. Crise política e econômica, acidentes ou doenças na família, imprevistos. São fatos que não podemos antever e, portanto, evitar. Vamos deixá-los de lado então neste momento.

 

Vamos falar sobre o que cada um de nós pode modificar. E a palavra de hoje é procrastinar, ou, como nos ensinam os dicionários, “deixar para outro dia”, “adiar, delongar, postergar”. Somos humanos e procrastinamos. Adiamos tarefas. Postergamos compromissos. Não fazemos o que havia sido combinado ou planejado.

 

E tudo bem. Faz parte da nossa natureza. Pesquisas recentes mostraram que procrastinar é uma característica humana, e um fator genético. Mas podemos mudar.

 

Principalmente porque não cumprir algo nos traz uma sensação de insucesso, de falha, de inconclusão – como se estivéssemos devendo algo a alguém (e geralmente esse alguém somos nós mesmos!). Então, se há uma meta para 2017 que todos nós deveríamos adotar é ter o controle da nossa procrastinação.

 

Não sejamos radicais. Há tarefas que podem, sim, ser adiadas. A compra da semana precisa ser feita hoje, ou pode ficar para quinta? Já o pagamento de uma conta, uma negociação de dívida, a entrega de um projeto de pesquisa, ou a vacinação das crianças são atividades que costumam ter data certa para ocorrer.

 

Um primeiro passo então pode ser separar o que pode e o que não pode “ficar para depois”. Pense hoje em como será o seu dia de amanhã. O que você precisa fazer? Que obrigações tem a cumprir? O exercício pode ser mental, mas as listinhas costumam ajudar quando a gente quer mudar um hábito.

 

Pare para pensar em como você divide o seu tempo, diariamente. Quantas horas por dia usa para trabalhar? Para cuidar de você e sua saúde? Para se relacionar com as pessoas, sejam da família ou não? E quanto tempo usa para se divertir?

 

É interessante conhecer o seu cotidiano, e por mais que isso pareça uma coisa óbvia, não costuma ser. O nosso ritmo de vida atualmente tem sido tão frenético que poucos têm controle do seu dia, de fato. Quando você consegue ter noção clara sobre como é um dia na sua vida, e quais as atividades precisam ser entregues em determinada data, fica mais fácil escolher o que pode ou não “ficar para depois”.

 

Já sabe o que não pode ser adiado? Ótimo. Volte àquela listinha. Se nela existe algo difícil de ser executado, uma tarefa complexa, divida-a em tarefas menores. “Comece pelo começo”. Se for necessário, defina de duas a três tarefas improrrogáveis por dia, até se sentir eficiente e ágil o suficiente para avançar.

 

Um complicador que temos hoje é o mundo online e o excesso de informação que ele traz para o nosso dia: uma série de “demandas urgentes”, imediatas, mas nem sempre relevantes. Dependendo dos aparelhos e sua configuração, sempre que alguém curte ou comenta algo numa mídia social somos avisados. Para quê? Você precisa realmente saber de tudo isso a todo instante?

 

Repense como é melhor para você usar essa tecnologia, qual é a utilidade que ela de fato pode trazer para a sua vida. Alguns usam o alarme do celular para se lembrarem de tarefas que precisam ser feitas diariamente, como ligações, tomar remédios ou rotinas domésticas. Em alguns dias, elas se tornarão um novo hábito.

 

(Mas, na via das dúvidas, silencie todas as notificações do celular no período em que precisa se concentrar. Vai dar certo.)

 

Importante: recompense-se! Terminou uma das tarefas da lista no prazo? Delicie-se com um saboroso café, ou um intervalo de cinco minutos em que não faz nada – ou faz algo que só você sabe como lhe faz bem. Pequenas recompensas são uma boa forma de mostrar ao seu cérebro que você está no caminho certo da eficiência, deixando a procrastinação de lado.

É comum falharmos pelo caminho. O importante é persistir. Mudar hábitos não é algo que a gente consiga fazer apenas com a mudança no calendário. Continue firme e dará certo.

 

 

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