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#Mandato de Maduro é 'ilegítimo', e Assembleia da Venezuela é que detém poder, diz Itamaraty

Data: Quinta-feira, 10/01/2019 21:47
Fonte:
Foto: Reprodução

O Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota nesta quinta-feira (10) na qual afirmou que o governo brasileiro considera "ilégitimo" o novo mandato do presidente da VenezuelaNicolás Maduro, e que é a Assembleia Nacional que detém o poder no país.

Mais cedo, nesta quinta, Maduro tomou posse para o segundo mandato como presidente venezuelano, até 2025.

O Poder Legislativo do país rejeita a legitimidade de Maduro, e o Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte, pediu a Maduro que não tomasse posse.

"Tendo em vista que nesta data, 10 de janeiro de 2019, Nicolás Maduro não atendeu às exortações do Grupo de Lima, formuladas na Declaração de 4 de janeiro, e iniciou novo mandato presidencial ilegítimo, o Brasil reafirma seu pleno apoio à Assembleia Nacional, órgão constitucional democraticamente eleito, ao qual neste momento incumbe a autoridade executiva na Venezuela", diz a nota do Itamaraty.

Em um pronunciamento nesta quarta (9), Maduro disse ser alvo de uma tentativa de golpe por parte do Grupo de Lima.

 
 
 
 
 
 
 

Grupo de Lima e UE consideram que eleição na Venezuela não foi livre

 

Crise na Venezuela

 

A Venezuela enfrenta uma profunda crise política, econômica e social.

A inflação no país, por exemplo, já ultrapassa 1.000.000% ao ano; milhares de cidadãos do país têm fugido para outras regiões da América do Sul, incluindo o Brasil; e líderes de oposição têm denunciado perseguição por parte do governo Maduro há pelo menos seis anos.

 

Diante desse cenário, a Organização dos Estados Americanos (OEA) não reconhece a legitimidade de Maduro como presidente do país.

 

Reeleição contestada

 

Maduro foi reeleito em maio do ano passado, com quase 70% dos votos.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), contudo, se recusou a participar do pleito por considerar o processo uma "fraude" para perpetuar Maduro no poder.

Cerca de 20,5 milhões de eleitores estavam registrados para votar, mas o comparecimento foi de 46% do eleitorado (8,6 milhões de votos). Esta foi uma das porcentagens de participação mais baixas da história venezuelana.

 

Íntegra

 

Leia a íntegra da nota do governo brasileiro:

Situação na Venezuela

Tendo em vista que nesta data, 10 de janeiro de 2019, Nicolás Maduro não atendeu às exortações do Grupo de Lima, formuladas na Declaração de 4 de janeiro, e iniciou novo mandato presidencial ilegítimo, o Brasil reafirma seu pleno apoio à Assembleia Nacional, órgão constitucional democraticamente eleito, ao qual neste momento incumbe a autoridade executiva na Venezuela, de acordo com o Tribunal Supremo de Justiça legítimo daquele país. O Brasil confirma seu compromisso de continuar trabalhando para a restauração da democracia e do estado de direito na Venezuela, e seguirá coordenando-se com todos os atores comprometidos com a liberdade do povo venezuelano.

 

 

Por G1 — Brasília

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