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#Áudios sugerem participação de vigilante em tentativa de roubo que terminou em três mortes

Data: Sábado, 11/05/2019 10:29
Fonte: TARLEY CARVALHO
Foto: Reprodução

Áudios compartilhados no WhatsApp sugerem a participação de um dos agentes de segurança do supermercado Atacadão na tentativa de assalto, realizada nesta sexta-feira (10), ocasião em que três suspeitos acabaram morrendo baleados.

A reportagem conseguiu confirmar com uma fonte que a polícia está em posse do mesmo áudio e investiga esta nova possibilidade.

 

“A mulher do cara que morreu já chegou lá gritando com a Polícia. Não sei o quê, meu marido morreu e não vai ficar assim não! Cadê a mulher, a vigilante? Cadê ela? Ela que deu o canal de tudo, não sei o quê, e já foi caguetando. O delegado já veio, abraçou ela, já colocou ela pra dentro, já caguetou tudo (SIC)”, diz o áudio.

As investigações são conduzidas pelo GCCO (Gerência de Combate ao Crime Organizado). O delegado Flávio Stringuetta confirmou que existe esta investigação e que a vigilante já prestou depoimento.

O CASO

Na tarde desta sexta-feira, cinco homens invadiram o supermercado Atacadão, numa tentativa de assaltar os malotes de dinheiro, presentes no local para recarregar os caixas eletrônicos, que ficam na empresa, à disposição dos clientes.

No episódio, dois conseguiram fugir e três foram mortos, sendo um pelo vigilante e dois por policiais do GCCO (Gerência de Combate ao Crime Organizado). Logo depois do tiroteio, os policiais receberam a denúncia de que um carro, que seria utilizada para dar suporte e fuga aos assaltantes, estava estacionado no bairro Parque Ohara, em Cuiabá. Os policiais foram ao local e encontraram o veículo, um Hyundai HB20 preto. Porém, os suspeitos abandonaram o local, deixando, inclusive, a chave na ignição.

A polícia revelou os nomes dos três assaltantes que acabaram sendo mortos na ação: Luciaquino Quirino Serra de Paula, de 37 anos; Fábio Aparecido da Costa, 26 anos; e D.F.S., cujo nome não será revelado devido à falta de confirmação se é maior de idade.

De acordo com o delegado da Polícia Judiciária Civil (PJC), Flávio Stringueta, indícios apontam que o grupo não faz parte de nenhuma facção criminosa e atua na modalidade do “Novo Cangaço”, nome atribuído aos assaltantes de caixa eletrônico e carros fortes.

Além disso, a polícia também suspeita que as armas utilizadas pelo bando foram roubados em cidades do interior do Estado. Até agora, sabe-se que os envolvidos utilizaram fuzil e, até mesmo, uma metralhadora.

A PJC estava no local, à espreita, pois já sabiam do plano dos assaltantes.

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