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#Salário oferecido a enfermeiros para hospital público em Cuiabá é criticado pelo Coren: 'proposta imoral'

Processo de contratação tende a promover a precarização do trabalho, diz conselho. Edital prevê salário entre R$ 2 mil a R$ 2,5 mil para enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Data: Quinta-feira, 16/05/2019 11:34
Fonte: Por G1 MT
Foto: Reprodução

O Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT) divulgou, nessa quarta-feira (15), uma nota de repúdio contra o processo seletivo realizado pela Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) para a contratação de profissionais para o Hospital Municipal de Cuiabá – Dr. Leony Palma de Carvalho.

O Hospital Municipal de Cuiabá abriu processo seletivo com 1.248 vagas imediatas e 644 vagas em cadastro de reserva para diversas funções. De acordo com o edital divulgado, em geral, os salários vão de R$ 1.127,39 a R$ 5.552,021.

Para enfermeiros o salário é de R$ 2,5 mil. Já para o técnico de enfermagem o salário previsto é de R$ 2 mil. O Coren-MT criticou a desvalorização dos profissionais de enfermagem, considerando os baixos salários e a carga horária prevista para enfermeiros e técnicos de enfermagem.

G1 pediu um posicionamento da organizadora do processo seletivo e também da Prefeitura de Cuiabá. Nenhuma delas respondeu até o momento.

 
 

Para o presidente do Coren-MT, Antônio César Ribeiro, o processo seletivo foi recebido como 'uma surpresa muito desagradável', 'uma proposta imoral', que demonstra descaso em relação aos profissionais que são centrais no processo de cuidado hospitalar.

Na nota, Ribeiro lembrou que o enfermeiro é o responsável pelo diagnóstico de enfermagem relativo aos cuidados necessários aos pacientes e pelo planejamento das condições para a oferta da assistência.

Além de responsabilizar-se pela assistência de enfermagem, ainda reponde pelo planejamento e organização do ambiente terapêutico, inclusive preparando-o para a atuação de outros profissionais.

Já o técnico de enfermagem, sob a supervisão do enfermeiro, executa todo o processo de cuidar, o que inclui o cumprimento das prescrições médicas. Neste contexto a equipe de enfermagem enfrenta alto grau de pressão por suas responsabilidades, já que é ela quem está presente nas 24 horas ao lado dos pacientes.

O presidente questionou ainda a jornada de trabalho de 40 horas semanais previstas para os profissionais contratados via processo seletivo, diante das 30 horas cumpridas pelos concursados.

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