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#Professores indicam manutenção da greve em MT; assembleia será na 2ª

Categoria não aprovou proposta apresentada pelo governo do Estado

Data: Domingo, 09/06/2019 14:19
Fonte: Folha Max
Foto: Reprodução

O Conselho de Representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) votou pela resistência ao governo Mauro Mendes (DEM). A plenária sindical encaminha a continuidade da Greve na rede estadual de educação.

A deliberação, com a presença de 93 municípios, será conclusiva na Assembleia da rede estadual, nesta segunda-feira (10), a partir das 14h, na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá.

Após dois dias (sábado e domingo) de estudos, em que se debruçaram sobre a pauta e as justificativas do governo, os delegados e delegadas manifestaram a decisão aos gritos de: “A Greve Continua”. A categoria considerou retrocesso as justificativas apresentadas e reafirmaram o desrespeito do governo ao ignorar os direitos dos educadores. A indignação foi ainda maior com a tentativa de intimidar a luta, via corte ponto, sem qualquer legitimidade jurídica. 

“Historicamente, todas as greves são revestidas de inseguranças, ameaças, acusações do governo e até mesmo da sociedade. Nesta greve o governo busca implementar todos os pacotes de maldades e contrainformações para deslegitimar a pauta dos trabalhadores e das trabalhadoras da Educação. Porém, não podemos deixar que esse tipo de ação arbitrária, autoritária e ilegal, retire nossa capacidade de resistir, pensar e lutar”, concluir o presidente do Sintep/MT Valdeir Pereira.

PROPOSTA 

Na última semana, o Governo do Estado encaminhou uma proposta ao Sintep, onde justificou a impossibilidade de conceder aumentos salariais e a Revisão Geral Anual (RGA) a todas as categorias do funcionalismo. O principal argumento é de que o Estado estourou os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, enquanto a legislação impõe o máximo de 49% com salários, o Governo, atualmente, aplica 59%.

A estimativa, num cenário otimista, é de que reajustes ocorram somente a partir de 2021. Porém, o Governo afirma que ampliou o orçamento para melhoria da infraestrutura escolar e a concessão de licenças prêmios.

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