sábado, 08 de maio de 2021

COLUNA

Vitória brasileira

Data: Quarta-feira, 28/04/2021 20:21

A chamada em questão, não se trata de uma vitória do Brasil em uma copa do mundo; muito menos, a premiação artística feita pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, a uma indústria cinematográfica brasileira, com o prêmio em reconhecimento à excelência do trabalho e conquista na arte de produção cinematografia, através do Óscar.

Também chamado de Prêmios de Academia, é o premio mais importante do cinema mundial.

Usei essa figura de linguagem através de metáfora, por se tratar de personagens reais, que usam a política mesmo tendo cometido ilicitudes, improbidades administrativas, alguns já se tornaram réus e por aí vai.

Mesmo assim, alguns ainda posam de mocinho, bom samaritano, paladinos da moralidade e por aí vai, quando na verdade, são verdadeiros lobos em pele de cordeiros. 

Trocando em miúdos, a Justiça Federal do Distrito Federal, minutos atrás concedeu  liminar  determinando  que o senador Renan Calheiros (MDB-AL), não poderá ser nomeado relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, na véspera da instalação formal da comissão de inquérito que deve investigar a atuação do governo no enfrentamento à  pandemia de coronavírus.

Devemos parabenizar Carla Zambelli pela rapidez na ação movida por ela

Esta belíssima decisão foi proferida pelo juiz Charles Renaud Frazao de Moraes, atendendo a pedido da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), para barrar essa escolha esdrúxula, vergonhosa e imoral, de Renan Calheiros (MDB-AL), para o cargo em questão.  

Existe uma velha máxima em nosso país, que tenta atribuir à população brasileira, a pecha de população com memória curta; pois, passado o fato em questão, já se esquecem do mesmo imediatamente.

Isso não é verdade, o povo brasileiro apenas não tem mas voz e vez, e tem medo das imposições e arbitrariedades impostas por alguns poderes constituídos em especial a Suprema Corte (STF), que vem exercendo papel diferenciado atualmente, através de decisões monocráticas, inconsistentes, cerceando assim, o direito constitucional de outros poderes.

Convenhamos, com todo respeito, esse senhor Renan  Calheiros (MDB-AL), não poderia se quer, participar de nenhuma  CPI, por uma série de agravantes negativas que pesam sobre si, pois o mesmo responde por uma série de investigações no Supremo Tribunal Federal, além do que, é pai do governador de Alagoas, Renan Filho (MDB-AL), este fato poderia comprometer substancialmente a isenção do mesmo nas apurações da referida CPI.

Porém, ainda nem tudo são favas contadas, pois a suspensão do nome de Calheiros na relatoria da CPI, ocorre “exclusivamente até a juntada das manifestações preliminares dos requeridos  quanto ao pedido de tutela de urgência formulado pela autora,  oportunidade em que  será reapreciado o pedido no ponto, desta feita com mais subsídios fundados no contraditório  das partes, tudo sem nenhum prejuízo para o prazo de contestação”.

Mesmo, que venhamos sofrer um revés; com fé em Deus, isso não irá acontecer.

Devemos sim, parabenizar a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), pela coragem e rapidez na ação movida por ela, na tentativa de barra para relatoria de um importante CPI, o nome de um senador que tem uma ficha política pouco ortodoxa.
 

Se tornando réu, pelos crimes de corrupção passiva lavagem de dinheiro, o mesmo é acusado de ter recebido dinheiro de uma empresa para manter Sérgio Machado na Transpetro, isso, segundo investigações da Operação Lava Jato.

 

Pare o mundo, quero descer!

Autor: Licio Antonio Malheiros
Sobre o autor:
Licio Antonio Malheiros é geógrafo.