sábado, 04 de julho de 2020

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Data: Sábado, 11 de janeiro de 2020     Fonte: Emilly Cassin e Ianara Garcia, TV Centro América

#MT registra quase 4 mil novos casos de hanseníase em 2019

Município com maior número de registros é Sinop. Na segunda posição está Peixoto de Azevedo, com 309 notificações, seguido por Juína, com 277.

Um levantamento parcial feito pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) aponta que em Mato Grosso foram identificados quase 4 mil novos casos de hanseníase, em 2019. Entretanto, esses dados ainda não são absolutos, pois os balanço oficial só deve ser divulgado em março, quando todos os municípios finalizarem o número de registro.

Ainda segundo os dados da SES, o município com maior número de registros é Sinop, a 503 km de Cuiabá. Seguido por Peixoto de Azevedo, com 309 notificações e Juína, com 277. A capital do estado ocupa a 4ª colocação, com 265 novos casos.

De acordo com uma pesquisa internacional A pesquisa PEP Hans aponta que o Brasil ocupa a 2ª posição entre os países que registraram casos novos da doença.

 

Distrito da Guia

 

Do total de casos registrados em Cuiabá, a maior parte se concentra no Distrito de Nossa Senhora da Guia, onde foram diagnosticados mais de 40 novos casos, em 2019, segundo a enfermeira responsável pela unidade de saúde do local, Juliana de Arruda Pinheiro.

Segundo ela, foram registrados casos em crianças menores de 15 anos. Para o Ministério da Saúde, a manifestação da doença em crianças é considerada grave, pois o bacilo demora para iniciar a atividade, Dessa forma, quando uma criança é diagnosticada com a doença, significa que adquiriu o vírus muito pequena.

Inclusive com criança menores de 15, que é considerada uma situação grave. Isso significa que é porque conviva com alguma adulto com uma carga alta de transmissão da doença. A manifestação da doença demora, pode chegar de 5 a 10 anos para que o bacilo comece a se manifestar.

Nestes casos, todos os membros da família são examinados para descoberta de outros portadores e assim, impedir a evolução da doença. Ela alerta que, quanto mais cedo a hanseníase for diagnosticada, mais resultado terá o tratamento.

De acordo com a enfermeira, não há surto da doença, entretanto, a falta diagnostico e esclarecimentos colaboram que o vírus continue se espalhando. O programa de 'busca ativa' desenvolvido pelos agentes de saúde tem permitido a descoberta de novos casos.

Ela explica que, dos casos diagnosticados no Distrito da Guia, a maioria apresenta sintomas que nem sempre são característicos da hanseníase, mas que podem ser confundidos com outras patologias.

O tratamento da hanseníase é totalmente gratuito e o medicamento só existe na rede pública de saúde. A partir da primeira dose supervisionada o paciente deixa de ser transmissor da doença.