segunda, 30 de março de 2020

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Data: Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020     Fonte: Cleber Batista JNMT

Com o período das chuvas aumenta o número de caramujos africanos em Juína

Vigilância em saúde orienta como fazer controle  

Com a intensidade das chuvas aumenta consideravelmente a preocupação com a ampliação dos caramujos africanos; em Juína a existência do molusco está presente em todos os bairros, principalmente onde ainda não existe uma infraestrutura.

“Nessa época é comum o aparecimento desses animais com amis intensidade, é preciso ter cuidados para evitar ainda mais a proliferação, o ideal é abrir uma pequena cova de 80 cm com a utilização de uma cavadeira, cobrir a boca do buraco e ir juntando os caramujos; primeiro joga a cal virgem dentro, coloca esses caramujos dentro e joga cal virgem por cima para que mate o molusco”, sugeriu Laércio de Faria, coordenador de endemias.

 Alguns procedimentos como queimar ou jogar sal nos caramujos não são recomendáveis pela   vigilância, o uso de álcool pode contribuir para acidentes e o sal só mata o molusco, porém os ovos   do  animal não serão destruídos e podem surgir até 100 novos caramujos.

 “É bom evitar jogar o sal, além de atrapalhar o meio ambiente; já o uso da cal virgem não atrapalha;   pode-se encher o buraco com caramujos que vai exterminar até mesmo a desova depois pode   tampar;  o restante do trabalho a terra vai se encarregar de fazer”, finalizou Faria.

 Sem predadores naturais, tal fator, aliado à resistência e excelente capacidade de procriação desse   animal, permitiram com que esse caramujo se adaptasse bem a diversos ambientes, sendo hoje encontrado em 23 estados. Só para se ter uma ideia, em um único ano, o mesmo indivíduo é capaz de dar origem a aproximadamente 300 crias.

Além de destruírem plantas nativas e cultivadas, alimentando-se vorazmente de qualquer tipo de vegetação, e competir com espécies nativas – inclusive alimentando-se de outros caramujos; tais animais são hospedeiros de duas espécies de vermes capazes de provocar doenças sérias. Felizmente, não foram registrados casos em que essa doença, em nosso país, tenha sido transmitida  pelo caramujo-gigante.

São elas:

- Angiostrongylus costaricensis: responsável pela angiostrongilose abdominal, doença que provoca   perfuração intestinal, de sintomas semelhantes aos da apendicite;

- Angiostrongylus cantonensis: responsável pela angiostrongilíase meningoencefálica, de sintomas variáveis, mas muitas vezes fatal.

Tanto uma quanto outra ocorrem pela ingestão do parasita, seja pelo manuseio dos caramujos, ou ingestão destes animais sem prévio cozimento, ou de alimentos contaminados por seu muco, como hortaliças e verduras.

Com Site Brasil escola