quarta, 18 de maio de 2022

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Data: Quarta-feira, 11 de maio de 2022    

MT é o estado que mais desmatou a Amazônia Legal pelo quarto mês consecutivo, diz pesquisa

Mato Grosso desmatou cerca de 372 km², o que representa 31% da área total.
Ilustrativa da internet

Mato Grosso é o estado que mais desmatou a Amazônia Legal pelo quarto mês consecutivo, segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), publicados nesta quarta-feira (11). Em abril, o estado desmatou 31% do bioma.

O sistema do Instituto detectou que no mês de abril houve uma perda de 1.197 km² de área florestal, 54% a mais do que o registrado no mesmo mês do ano passado. Com isso, a região teve o pior abril dos últimos 15 anos, desde que o instituto iniciou o monitoramento por satélites, em 2008.

 

Esse número desmatado representa toda a área da cidade do Rio de Janeiro.

Segundo o Imazon, abril é o último mês da estação chuvosa no bioma.

Dos 1.197 km² desmatados, 372 km² foram derrubados em Mato Grosso. Em segundo lugar ficou o Amazonas, com 348 km² desmatados ou 29% da área e em terceiro o Pará, com 243 km², o que representa 20%.

Já as florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 103 quilômetros quadrados em abril de 2022, o que representa um aumento de 4% em relação a abril do ano passado, quando a degradação detectada foi de 99 quilômetros quadrados.

Em abril deste ano a maior degradação foi detectada em Mato Grosso, com 87% da área degradada, seguido por Rondônia, com 8%; Amazonas, com 3% e Pará e Roraima, com 1%.

De acordo com o estudo, 74% do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos, com 13% devastados, Unidades de Conservação, representando 12% da área e Terras Indígenas, com 1%.

Em março, Mato Grosso também liderou o ranking de desmatamento. No estado, 46% de todo o desmatamento registrado no bioma ocorreu no estado. Essa porcentagem equivale a 57 km² desmatados.

 

Em segundo lugar ficou o Pará, com 27% da área derrubada, o que equivale a 33 km², e em terceiro, Roraima com 11% ou 13 km² de área desmatada.