sexta, 03 de julho de 2020

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Data: Segunda-feira, 29 de agosto de 2011     Fonte: Ivan Pereira, JNMT

Nepotismo: Prefeito Altir se passa por desinformado e diz que o povo perde com demissões

O prefeito Altir Peruzzo não quis gravar entrevista com a equipe do JNMT, mas falou com o repórter Marcelo Guedes, da Rádio Metropolitana. A reportagem que foi exibida na manhã desta segunda-feira (29) no Metro Notícias trouxe à tona a falta de informação do chefe do executivo de Juína, que há um mês, disse em entrevista à TV Record, que o vereador Paulo Tiepo (PP) que protocolou a denúncia no Ministério Público, estava desinformado.

 

Na verdade o tiro saiu pela culatra. Na entrevista à emissora de rádio, Peruzzo contou que achava que nepotismo era apenas a empregabilidade de parentes do prefeito. “Nos fomos surpreendidos também, a interpretação que tínhamos era de que caracterizava quando eram pessoas ligadas ao prefeito” – contou.

 

Para se explicar, o prefeito atacou a ex-gestão que também teve que assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em julho de 2008, para demitir parentes contratados. Na época, a conciliação foi o instrumento utilizado pelo então juiz Alexandre Delicato Pampado, para solucionar uma questão de nepotismo no município.

 

O acordo foi celebrado entre o Ministério Público e o prefeito Hilton de Campos, que teve que exonerar a própria esposa do cargo de secretária municipal de Assistência Social e todos os funcionários contratados que tenham até o terceiro grau de parentesco com ele. Foram apontados nos autos outros cinco servidores que têm parentesco com o vice-prefeito e com secretários municipais. “Na gestão passada era desde papagaio e periquito nomeado e ninguém nunca tomou providencias” – desabafou Peruzzo.

 

Para finalizar, defendeu os então funcionários dizendo que o prejuízo é da comunidade. “Todo mundo sabe do grande trabalho que a tia Cida fazia na Cultura. No caso do hospital, depois que o Olivaldo que é enfermeiro passou a ajudar na parte de administração, 80% dos problemas desapareceu” – destacou.

 

Foram exonerados; Aparecida Gomes (tia Cida) que era supervisora de Cultura, irmã do vereador João Batista Leite Gomes (PT), o filho dela Pedro Gabriel e o enfermeiro Olivaldo Moraes de Sousa, irmão do ex-deputado federal Ságuas Moraes Sousa.

 

Altir ainda afirmou que vai analisar outros funcionários para substituí-los. “Agente vai procurar suprir da melhor forma possível esta situação”.

 

É considerado nepotismo toda contratação de parentes até o terceiro grau em linha direta ou colateral, consangüíneo ou afim, salvo algumas exceções. Portanto, o agente político ou membro de poder não pode dar emprego público com cargo de provimento em comissão, dar função gratificada ou contratar temporariamente pessoas ou firmas sem licitação pertencentes.